06 junho 2014

esquece as horas
esquece o tempo
vem, 
vem em urgência cuidar de mim
vem depressa
sem pressa de ir embora
estou com tanta saudade
não consigo definir a proporção do tanto 
vem apenas sentir sem explicação
só consigo ouvir palavras perdidas
num qualquer silencio de nos
tem consciência do mal que nos fazemos
ironicamente estes terramotos destroem o coração
procuro-te...
remoto tanta vez ao passado
num pranto de dor que fere como bisturi
e num momento indivisível
de perder o auto controle de sentir a saudade latejar
vem,
vem e deixa o olhar dentro do olhar denunciar 
desacorrentar o nosso prazer
e,
quando a noite distraidamente surgir
mergulharemos na imensidão de nós 



  

04 junho 2014

enrosco o corpo nu em teu regaço
nos teus braços o acto de amor
no teu corpo actos de tesão
quero de novo ser em ti
a mulher que de mim provocas
as vezes chamas-me de menina
mas quero ser menina mulher 
quero eu
transitar nos desejos de nos
lambuzar-me no teu sabor
provar de nos 
o fluido do prazer
quero eu
juntar a boca a tua
e, 
num longo beijo me perder em ti....


01 junho 2014

31 maio 2014

tira-me dos meus sentidos 
vem logo e,
mata esta saudade
este silencio dentro de mim
onde pensamentos insanos me invadem 
quero desenhar contigo
a anatomia dos nossos corpos 
quero o aconchego que mata o desejo
que se assume nos meus espaços 
e a calma que se me rouba
na tua boca
onde os meus lábios colhem os teus
mergulho na imensidão deste regaço
arraste-se o fogo nos lençóis
queimando os corpos sedentos
ainda que por vezes tente afastar-me
desejo-te...
e,
sempre a madrugada nos envolve
na pele tatuada de nos.... 




30 maio 2014

as vezes...

transporto em mim pedaços de nos
um imaginário de lembranças 
sentidas,
vividas,
sonhadas
é a alma em turbilhão
porque um dia a pele suou na pele
um corpo de um corpo qualquer
mas,
um corpo que sentiu em um corpo
místico de prazeres
os quais a memoria aviva constantemente
delicio-me na lembrança das lembranças
onde trocamos os corpos
onde misturamos os prazeres da carne
lembro ainda de como fazíamos amor
de como teu sexo conhecia o meu
na mente ainda ouço o eco dos nossos gemidos
os sussurro sem sentido
porque fico assim 
pensando

as vezes...









29 maio 2014

para ti
não de mim
mas,
deste eu que se esconde em mim....

sou insano ao imaginar-te em mim
percorro o teu olhar e, venero-te
como se de uma jóia rara se trata-se
deixa a minha ingenuidade te querer
como se eu ainda nunca tivesse sentido
deixa que sinta de novo o prazer rogado por ti
martiriza-me em todos os meus sentidos
faz-me provar o saber de amar de novo
de amar mais uma e outra vez
diz-me que não estou louca
que existes e te sinto
que me sentes
amor este
que ate hoje me e inaplicado 
sinto-o como um bravo em luta constante 
viajo num constante de vontades
do entrelaçar dos corpos 
dos sexos em sintonia 
quando a tua mão passeia meus seios
tua boca pousa desejos
amor preciso
amor o toque
sentido