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esquece as horas
esquece o tempo
vem,
vem em urgência cuidar de mim
vem depressa
sem pressa de ir embora
estou com tanta saudade
não consigo definir a proporção do tanto
vem apenas sentir sem explicação
só consigo ouvir palavras perdidas
num qualquer silencio de nos
tem consciência do mal que nos fazemos
ironicamente estes terramotos destroem o coração
procuro-te...
remoto tanta vez ao passado
num pranto de dor que fere como bisturi
e num momento indivisível
de perder o auto controle de sentir a saudade latejar
vem,
vem e deixa o olhar dentro do olhar denunciar
desacorrentar o nosso prazer
e,
quando a noite distraidamente surgir
mergulharemos na imensidão de nós
enrosco o corpo nu em teu regaço
nos teus braços o acto de amor
no teu corpo actos de tesão
quero de novo ser em ti
a mulher que de mim provocas
as vezes chamas-me de menina
mas quero ser menina mulher
quero eu
transitar nos desejos de nos
lambuzar-me no teu sabor
provar de nos
o fluido do prazer
quero eu
juntar a boca a tua
e,
num longo beijo me perder em ti....
tira-me dos meus sentidos
vem logo e,
mata esta saudade
este silencio dentro de mim
onde pensamentos insanos me invadem
quero desenhar contigo
a anatomia dos nossos corpos
quero o aconchego que mata o desejo
que se assume nos meus espaços
e a calma que se me rouba
na tua boca
onde os meus lábios colhem os teus
mergulho na imensidão deste regaço
arraste-se o fogo nos lençóis
queimando os corpos sedentos
ainda que por vezes tente afastar-me
desejo-te...
e,
sempre a madrugada nos envolve
na pele tatuada de nos....
as vezes...
transporto em mim pedaços de nos
um imaginário de lembranças
sentidas,
vividas,
sonhadas
é a alma em turbilhão
porque um dia a pele suou na pele
um corpo de um corpo qualquer
mas,
um corpo que sentiu em um corpo
místico de prazeres
os quais a memoria aviva constantemente
delicio-me na lembrança das lembranças
onde trocamos os corpos
onde misturamos os prazeres da carne
lembro ainda de como fazíamos amor
de como teu sexo conhecia o meu
na mente ainda ouço o eco dos nossos gemidos
os sussurro sem sentido
porque fico assim
pensando
as vezes...
para ti
não de mim
mas,
deste eu que se esconde em mim....
sou insano ao imaginar-te em mim
percorro o teu olhar e, venero-te
como se de uma jóia rara se trata-se
deixa a minha ingenuidade te querer
como se eu ainda nunca tivesse sentido
deixa que sinta de novo o prazer rogado por ti
martiriza-me em todos os meus sentidos
faz-me provar o saber de amar de novo
de amar mais uma e outra vez
diz-me que não estou louca
que existes e te sinto
que me sentes
amor este
que ate hoje me e inaplicado
sinto-o como um bravo em luta constante
viajo num constante de vontades
do entrelaçar dos corpos
dos sexos em sintonia
quando a tua mão passeia meus seios
tua boca pousa desejos
amor preciso
amor o toque
sentido